2009, so far
02 - Polvo - In Prism(Math Rock, Noise Rock)
03 - El Grupo Nuevo de Omar Rodriguez Lopez - Cryptomnesia(Math Rock, Psychedellic, Noise Rock)
04 - maudlin of the Well - Part The Second(Progressive Rock, Avant-Garde)
05 - Martyn - Great Lengths(Electronica, Dubstep, Drum 'n' Bass)
06 - Washed Out - Life of Leisure(Electronica, Dream Pop)
07 - Bygones - by-
(Math Rock, Noise Rock)
08 - Mouse On The Keys - An Anxious Object(Jazz, Math Rock)
09 - Men Eater - Vendaval(Sludge Metal)
10 - Isis - Wavering Radiant(Sludge Metal, Post-Metal, Progressive Rock)
11 - Andromeda Mega Express Orchestra - Take Off!(Avant-Garde, Jazz, Neo-Classical)
12 - Sonic Youth - The Eternal(Noise Rock, Alternative Rock)
13 - Ahleuchatistas - Of The Body Prone
(Math Rock, Avant-Prog)
14 - Mono - Hymn To The Immortal Wind(Post-Rock)
15 - Dirty Projectors - Bitte Orca(Alternative Pop)
16 - BLK JKS - After Robots(World Music, Alternative Rock)
17 - Passion Pit - Manners(Pop, Electronica)
Ainda não tive tempo de ouvir: 10-20, Aethenor, Afterlives, Alamaailman Vasarat, Aluk Todolo, And So I Watch You From Afar, Animals as Leaders, Austere, Baroness, Blindfold, Blut Aus Nord, Ceu, Cheb Khaled, Children Of Nova, Cristina Branco, Dinosaur Jr., Eluvium, Falty DL, Fen, Geskia, Greymachine, Jesu, João Picoito, Lightning Bolt, Löbo, Long Distance Calling, Louis Sclavis, Mastodon, Nihternnes, Ochre, Ojos De Brujo, Om, Omar Rodriguez-Lopez, Orthodox, Parov Stelar, Pelican, Porcupine Tree, Rega, Russian Circles, She, Sights and Sounds, Sleeping in Gethsemane, Sólstafir, SPC ECO, Sweet Trip, Teeth of the Sea, The Fall Of Troy, The Naked Future, Thrice, Thursday, Tombs, Wolf Eyes, Zu.
Porque é que nunca tinha postado este texto?

Depois de ter finalmente chegado ao fim duma saga que tem uma história muito melhor que a grande maioria dos livros, filmes e séries que vemos no dia-a-dia, decidi escrever sobre um dos assuntos que mais me dá que pensar e reflectir. Metal Gear Solid impressiona, com a sua imersiva, cativante, complexa, fascinante e emocionante história, superior a do que diria 99% dos filmes que saem no cinema. Não é exagero, só quem nunca jogou este jogo é que desmente. Ou então não lhe prestou minimamente atenção. Um enredo ultra-complexo: cada personagem é diferente, cada uma tem os seus segredos, objectivos, vidas que são contadas e narradas ao longo de cutscenes de maneira a fazer lembrar a 7ª arte. Aliás, é nisso em que Hideo se baseia, fazer aproximar um videojogo o máximo possível ao cinema, notam-se muito bem os melhores traços de Hollywood. No capítulo que joguei hoje, o 4º, diz-se que é o último, foi uma das melhores experiências que tive, tendo-me emocionado no fim, inclusivé. Não é a primeira vez num jogo, mas... é complicado. São raros os filmes que me fazem chorar, 1 em 200 talvez.

Infelizmente pouca gente vê este tipo de obras como "arte", mesmo grande parte dos próprios programadores vêm os videojogos como entertenimento. Ora, há jogos que servem para isso como jogos de desporto, corridas, jogos com violência gratuíta (nem todos, óbvio); mas há também um grupo, antigamente muito selecto, de jogos que são sem dúvida peças de arte autênticas, os quais comparo aos melhores filmes, séries e livros. Obras escritas por verdadeiros génios. Metal Gear Solid, Shadow of The Colossus, Indigo Prophecy, Half Life, Ico, Fable, Zone of The Enders, Mirror's Edge, sei lá, a lista continuava MUITO. Com a grande procura, a oferta tende a ser cada vez de maior qualidade, eu próprio vejo grandes dificuldades em acompanhar certos lançamentos pois os jogos são cada vez maiores e mais complicados de jogar, exigem cada vez mais atenção do jogador, o que se torna complicado e por vezes maçador.
Assim como há gente que ouve música comercial e fácil, a maior parte das pessoas que compram uma consola para jogar, não é pela arte mas sim para passar o tempo, e depois dizem que este jogo é melhor que aquele porque se mata mais gajos e tem mais sangue, ou então porque tem mais clubes e tem a finta nova do CR7. E depois defendem com unhas e dentes jogos sem substância, feitos apenas para venda e lucro, assim como as pessoas sem cultura musical defendem um Tony Carreira ou uns D'ZRT. Não os julgo, afinal de contas o mercado dos videojogos sempre serviu para isso, divertimento, entertenimento. E eu próprio os jogo, Fifa, Gran Turismo ou Virtua Tennis hão de fazer parte da minha prateleira para sempre. Mas os tempos mudaram, e os jogos tornaram-se uma forma de arte, uma maneira diferente de a encarar. É preciso que haja mente aberta para o entender, pouca gente a tem, principalmente porque vê os gamers errados, não entendem. Comparo isso aos cépticos em relação à música actual: vêm a MTV e pensam que a actualidade musical não presta, esquecendo completamente outras bandas que possam existir, no Underground e não só, basta perder 15 minutos na net e encontra-se uma panóplia de grandes bandas que ainda o fazem pela arte. É assim, existe muito preconceito contra os gamers, mas ainda tenho esperança que algo mude.
Divagações
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Ar-de-rocker
on 1.11.09
/
Comments: (4)

Faltam 10 dias para o 3º aniversário do lançamento da PS3. 30 milhões de consolas vendidas depois e ainda vi nenhum jogo a mudar o panorama dos videojogos, como fizeram muitos outros na geração anterior.
Flashback: SSX (2000), Timesplitters (2000), GTA 3 (2001), Metal Gear Solid 2 (2001), Ico (2001), Rez (2001), Airblade (2001), Zone of The Enders (2001), Onimusha (2001), Red Faction (2001), NBA Street (2001), Gran Turismo 3 (2001), Silent Hill 2 (2001), Devil May Cry (2001), Burnout (2001), Half Life (2001, 1998 no PC), Max Payne (2001), Deus Ex (2002, 2000 no PC), Agressive Inline (2002), Stuntman (2002), Wipeout Fusion (2002), SOCOM (2002), Kingdom Hearts (2002), Tony Hawk's Pro Skater 4 (2002), Ratchet & Clank (2002), Medal of Honor: Frontline (2002), SSX 3 (2003), .hack//Infection (2003), The Getaway (2003), Splinter Cell (2003), Beyond Good & Evil (2003), Manhunt (2003), Need for Speed: Underground (2003), Prince of Persia: The Sands of Time (2003), True Crime: Streets of LA (2003), XIII (2003).

Pequena cronologia dos 3 primeiros anos de vida da PlayStation 2, A consola. Qualquer título destes mudou algo, todos têm uma característica especial que os diferencía, lhes dá personalidade. Muitos deles são mais do que uma pequena característica: são autênticos mundos de creatividade por parte de quem os criou. O que falta aos produtores de hoje? Porque são tão escassos os jogos verdadeiramente inovadores, imersivos, viciantes, perfeitos, refrescantes e, principalmente, com personalidade como os da lista acima? Se tivesse que enumerar bons jogos para a PS3 nascidos nestes 3 anos, faría uma lista de, com sorte, 10 títulos e, provavelmente, não trocaria a minha PS2 para os poder jogar. Falta-lhes a magia de outrora, a novidade, a imaginação. Só se fazem remakes, não literalmente, o que é pena. Para remakes preferia que fosse mesmo no sentido literal da palavra. Preferia jogar um remake de Tony Hawk 4 do que jogar o mais recente título da mesma série (Proving Ground) e ainda por cima avizinha-se um grande falhanço ou o melhor jogo de sempre: Ride, da mesma série, que vai apostar num periférico em forma de skate para jogar. Em termos de qualidade será ou 8 ou 80. Do mesmo género temos, esse sim um jogo inovador, Skate da EA. Skate apresenta uma jogabilidade diferente do que estávamos habituados pela série TH, um realismo rígido mas que rapidamente faz sentido. Porém, era completamente fazível na PS2. Justifica-se a mudança de geração?

Apenas um pequeno exemplo de declínio de qualidade numa série, podía ter escolhido muitos outros. Jogos PS3 de séries já conhecidas por jogadores dedicados temos Metal Gear Solid 4 que é o melhor jogo da consola, até agora, mas que é ultrapassado largamente pelo 2º título da série que já conta com 8 anos de vida; GTA 4 é um mundo interactivo cheio de coisas para fazer mas os 3 títulos da série na PS2 mostraram muito mais novidades e com um maior grau de qualidade; Resident Evil 5 é apenas um upgrade de Resi 4; Gran Turismo continua igual; Need For Speed: Shift apresenta agora uma novidade na série, mas demasiado batida por outros jogos. Apesar de tudo, é um conceito interessante, mas, mais uma vez, pior que títulos anteriores da série (que está em declínio desde Most Wanted) ; Colin McRae Dirt é o mesmo jogo de rally mas com gráficos ultra-realistas; Def Jam é uma franchise arruinada pelo título mais recente, assim como NBA Street e Fifa Street, todos títulos da EA; Killzone 2, um raro momento em que a série melhorou com a mudança de geração, mas a tarefa não era difícil; Burnout Paradise está uma merda no seu estado mais puro.

Franchises exclusivos PS3 temos Mirror's Edge, que joga ambicioso mas falha na concretização; Assassin's Creed que concretiza bem mas tem muitas arestas por limar, apesar do conceito excelente; Dead Space que joga bem mas tira demasiadas ideias a Resi Evil 4; Bioshock é um excelente título mas mais dedicado ao PC; Motorstorm é um bom exclusivo PS3 mas peca pela falta de imersão, longevidade e elevada repetitividade; Heavenly Sword é razoável mas curto e pouco imaginativo.

Esclarecendo: a culpa não é da Sony nem da PS3. É uma consola excelente, um hardware potentíssimo, melhor que qualquer PC de secretária. Tem um grande potencial, podemos fazer qualquer coisa com ela. É também uma delicia para os olhos e é um orgulho tê-la. Pedem-se é títulos de qualidade, nomes que me façam apaixonar novamente por este mundo, me façam ficar a jogar um jogo uma tarde inteira, jogos que me façam jogá-lo até ao fim mais de 30 vezes como fiz com MGS2. Jogos que abalem uma indústria, como GTA 3. Peço uma sequela de SSX, mas se for para arruinar estejam quietos.
PlayStation 2 > PlayStation 3 <=>
<=>PlayStation 2 > PlayStation 3 <=>
<=> 2 > 3
<=>
<=> 2 > 3
doismileoito em doismilenove
Muita coisa pendente deixei de 2008. Problemas meus que pensava estarem resolvidos acabaram por se tornar assombros neste ano mais atribulado que tudo. Mas quando pensava que 2008 era uma mancha em 2009, aparecem-me pérolas, sobras que passaram despercebidas mas se revelam boas surpresas. Aqui deixo duas dicas de excelência que ficaram por apresentar do ano passado.

Descobri há uma semana esta banda, Putiferio. Uma influência leva a outra, uma banda leva a milhões. O noise rock praticado no início dos 90's, bem polido com futura influência sónica no Math e no Post-Rock praticado com exagero na década seguinte. Estes recuperam um som Polvo-ish para o destilarem com um Post Hardcore agressivo, às vezes screamo? Vale muito a pena, a energia transparece bem e ainda me falta muito para o apreciar em termos. Era menino para entrar na lista de melhores do ano.
Esta foi ouvida pela primeira vez hoje. Está fresquinho ainda, mas enquadra-se naquele grupo de Hip Hop com qualidade. Muito old-school, um jazz-hop altamente relaxante e com suavidade R'n'b por vezes. Excelentes instrumentais, molhados num ritmo hip hop jazzy, com melodiosas linhas de instrumentos negros que se espalham no groove do álbum. Tenho pena que as letras arruinem completamente o álbum: é um conceito tributo ao jazz, música negra e à junção destas com outra música negra, o Hip Hop. A junção de meios de revolta de uma raça discriminada até há bem pouco tempo. Os vocais são praticamente relatos de como os convidados que cantam nas músicas gostam de jazz e de hip hop, odiei completamente. Podiam ter aproveitado a ideia mas fazer letras mais elaboradas, e mais vocais ritmados eram much apreciated. Ainda assim, do melhor que ouvi no género.

Descobri há uma semana esta banda, Putiferio. Uma influência leva a outra, uma banda leva a milhões. O noise rock praticado no início dos 90's, bem polido com futura influência sónica no Math e no Post-Rock praticado com exagero na década seguinte. Estes recuperam um som Polvo-ish para o destilarem com um Post Hardcore agressivo, às vezes screamo? Vale muito a pena, a energia transparece bem e ainda me falta muito para o apreciar em termos. Era menino para entrar na lista de melhores do ano.
Esta foi ouvida pela primeira vez hoje. Está fresquinho ainda, mas enquadra-se naquele grupo de Hip Hop com qualidade. Muito old-school, um jazz-hop altamente relaxante e com suavidade R'n'b por vezes. Excelentes instrumentais, molhados num ritmo hip hop jazzy, com melodiosas linhas de instrumentos negros que se espalham no groove do álbum. Tenho pena que as letras arruinem completamente o álbum: é um conceito tributo ao jazz, música negra e à junção destas com outra música negra, o Hip Hop. A junção de meios de revolta de uma raça discriminada até há bem pouco tempo. Os vocais são praticamente relatos de como os convidados que cantam nas músicas gostam de jazz e de hip hop, odiei completamente. Podiam ter aproveitado a ideia mas fazer letras mais elaboradas, e mais vocais ritmados eram much apreciated. Ainda assim, do melhor que ouvi no género.
Guilty Pleasures?
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Ar-de-rocker
on 18.10.09
/
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2009
A ouvir, se tiver tempo:
10-20 - 10-20
A Place To Bury Strangers - Exploding Head
Aethenor - Faking Gold and Murder
Afterlives - A Ticking Clock I Couldn't Stop
Alamaailman Vasarat - Huuro Kolkko Aluk Todolo - Finsternis
Amesoeurs - Amesoeurs
And So I Watch You From Afar - And So I Watch You From Afar
Animals as Leaders - Animals as Leaders
Austere - To Lay Like Old Ashes
Baroness - Blue Record
Blindfold - Faking Dreams
Blut Aus Nord - Memoria Vetusta II Dialogue With The Stars
Ceu - Vagarosa
Cheb Khaled - Liberte
Children Of Nova - The Complexity of Light
Cristina Branco - Kronos
Dinosaur Jr. - Farm
Eluvium - Life Through Bombardment
Falty DL - Love Is A Liability
Fen - The Malediction Fields
Geskia - Eclipse 323
Greymachine - Disconnected
Jesu - Infinity
João Picoito - Omission
Lightning Bolt - Earthly Delights
Löbo - Alma
Long Distance Calling - Avoid The Light
Louis Sclavis - Lost on The Way
Maribel - Aesthetics
Mastodon - Crack The Skye
Mouse on The Keys - An Anxious Object
Nihternnes - The Mouthless Dead
Ochre - Like Dust of the Balance
Ojos De Brujo - Aocana
Om - God is Good
Omar Rodriguez-Lopez - Despair
Omar Rodriguez-Lopez - Megaritual
Omar Rodriguez-Lopez - Xenophanes
Orthodox - Sentencia
Parov Stelar - Coco
Passion Pit - Manners
Pelican - What We All Come to Need
Polvo - In Prism
Rega - Million
Russian Circles - Geneva
She - Orion
Sights and Sounds - Monolith
Sleeping in Gethsemane - Burrows
Sólstafir - Köld
SPC ECO - 3-D
Sweet Trip - You Will Never Know Why
Teeth of the Sea - Orphaned by The Ocean
The Fall Of Troy - The Unlikely Event
The Naked Future - Gigantomachia
Thrice - Beggars
Thursday - Common Existence
Tombs - Winter Hours
Wolf Eyes - Always Wrong
Yo La Tengo - Popular Songs
A Place To Bury Strangers - Exploding Head
Aethenor - Faking Gold and Murder
Afterlives - A Ticking Clock I Couldn't Stop
Alamaailman Vasarat - Huuro Kolkko Aluk Todolo - Finsternis
Amesoeurs - Amesoeurs
And So I Watch You From Afar - And So I Watch You From Afar
Animals as Leaders - Animals as Leaders
Austere - To Lay Like Old Ashes
Baroness - Blue Record
Blindfold - Faking Dreams
Blut Aus Nord - Memoria Vetusta II Dialogue With The Stars
Ceu - Vagarosa
Cheb Khaled - Liberte
Children Of Nova - The Complexity of Light
Cristina Branco - Kronos
Dinosaur Jr. - Farm
Eluvium - Life Through Bombardment
Falty DL - Love Is A Liability
Fen - The Malediction Fields
Geskia - Eclipse 323
Greymachine - Disconnected
Jesu - Infinity
João Picoito - Omission
Lightning Bolt - Earthly Delights
Löbo - Alma
Long Distance Calling - Avoid The Light
Louis Sclavis - Lost on The Way
Maribel - Aesthetics
Mastodon - Crack The Skye
Mouse on The Keys - An Anxious Object
Nihternnes - The Mouthless Dead
Ochre - Like Dust of the Balance
Ojos De Brujo - Aocana
Om - God is Good
Omar Rodriguez-Lopez - Despair
Omar Rodriguez-Lopez - Megaritual
Omar Rodriguez-Lopez - Xenophanes
Orthodox - Sentencia
Parov Stelar - Coco
Passion Pit - Manners
Pelican - What We All Come to Need
Polvo - In Prism
Rega - Million
Russian Circles - Geneva
She - Orion
Sights and Sounds - Monolith
Sleeping in Gethsemane - Burrows
Sólstafir - Köld
SPC ECO - 3-D
Sweet Trip - You Will Never Know Why
Teeth of the Sea - Orphaned by The Ocean
The Fall Of Troy - The Unlikely Event
The Naked Future - Gigantomachia
Thrice - Beggars
Thursday - Common Existence
Tombs - Winter Hours
Wolf Eyes - Always Wrong
Yo La Tengo - Popular Songs
Já ouvidos e com algum potencial para candidatos ao melhor do ano:
Andromeda Mega Express Orchestra - Take Off!
Animal Collective - Merryweather Post Pavilion
Bygones - by-
Cerebral Pain - It's All About Dreams And Nightmares
Dirty Projectors - Bitte Orca
El Grupo Nuevo de Omar Rodriguez Lopez - Cryptomnesia
Isis - Wavering Radiant
Kiran Leonard - Selected Passive Drones, Part II: Organic Journey
maudlin of the Well - Part The Second
Men Eater - Vendaval
Mono - Hymn To The Immortal Wind
Of One Mind - Of One Mind
Pearl Jam - Backspacer
Sonic Youth - The Eternal
Animal Collective - Merryweather Post Pavilion
Bygones - by-
Cerebral Pain - It's All About Dreams And Nightmares
Dirty Projectors - Bitte Orca
El Grupo Nuevo de Omar Rodriguez Lopez - Cryptomnesia
Isis - Wavering Radiant
Kiran Leonard - Selected Passive Drones, Part II: Organic Journey
maudlin of the Well - Part The Second
Men Eater - Vendaval
Mono - Hymn To The Immortal Wind
Of One Mind - Of One Mind
Pearl Jam - Backspacer
Sonic Youth - The Eternal
Thursday - 1999 - Waiting
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Ar-de-rocker
on 8.10.09
:
emo,
post-hardcore,
screamo
/
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Provavelmente a primeira banda de Post-Hardcore que ouvi. Apesar de só conhecer uma cover ("Ever Fallen In Love", dos Buzzcocks) tinha um grande apreço pela banda e afeiçoei-me a ela. Tanto é que tentei várias vezes ouvir álbuns mas nunca cheguei a gostar. Fruto de poucas audições ou ouvido pouco treinado a sonoridades mais cruas e extremas, não sei. Começo agora uma viagem pela discografia da banda. A primeira estação, pelo menos, está grandiosa.Eu adorei. Fantástico do início ao fim, sem momentos entediantes, rasga qualidade. Apesar da crueza e fraca produção, é um álbum rico em texturas, com violinos, até. A voz é das coisas mais bonitas que ouvi no género, mesmo em termos de berraria. É incrível como é doce e melódica. É tudo muito bom, negro e sentimental. Aprovo.
Men Eater e Sights & Sounds @ Porto Rio

Eu estive lá e ainda trouxe este poster. Uma boa noite de concertos. Boa, não excelente, o que me desilude. Começando pelo início, os Walking Dead estiveram bem, como banda de hardcore que se preze. Pouca presença, talvez. Gostei. Não conhecia nada da banda, é mais uma para o catálogo de bandas tugas do core, mas que pouco se distinguem em qualidade. Falta inovação, acho que bandas que seguem uma onda devem primar pela diferença. Poucas bandas o fazem, e as que fazem chegam sempre a algum lado.
Os Sights and Sounds meteram-me pena. Gostei muito do álbum deles e do concerto, mas o público meteu-me um elevado nível de fastío. Sinceramente, nos Walking Dead compreendia-se, mas nos S&S? Uma das bandas principais da noite? E o pior ainda estava para vir... Bom, mostraram energia, presença, boa música. Post-Hardcore melódico muito Post-Rockeiro. Gostei da boca "to the motherfuckers in the back who don't know us, we're Sights and Sounds". Bem metida.
Basicamente o público desta noite ficou longe do palco a olhar e a abanar a cabeça enquanto olhavam, estáticos, para as bandas. MESMO em Men Eater. Eu fui para lá a pensar que ía ter um replay do Porto Rio de há três meses, mas não. O público não estava para isso. Os Men Eater também não estiveram a 100%. O baixista e o guitarrista foram substituidos por membros dos If Lucy Fell e Devil In Me, não sei a razão da substituição. O que sei foi que as músicas me estavam a soar dissonantes, era estranho. Parecia que estavam a tocar músicas diferentes ao mesmo tempo... Mas o Mike esclareceu e disse que era a primeira vez que estavam a tocar juntos, por isso estavamos a assistir a um ensaio de Men Eater. É pena. Mas deram um óptimo concerto ainda assim.
Kayo Dot @ Passos Manuel
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Ar-de-rocker
on 25.9.09
:
Avant-garde,
concertos,
Metal,
Post-Metal,
Post-Rock,
Prog
/
Comments: (2)

Óptima noite de concertos. Ansiava por este concerto há semanas e finalmente chegou o grande dia. Toby Driver, Mia e companhia proporcionaram uma grande noite aos seus fãs, com uma setlist invejável, apesar de que podia ter sido melhor no que toca ao meu gosto pessoal. Achei que houve muitos momentos demasiado parados, jams demasiado extensas em que pouco se passava ao longo do tempo e músicas completamente diferentes da gravação de estúdio. Não é que este último seja mau, mas confundiu-me toda a noite.
Valeu a espera e a expectativa estava altíssima. Não sou apologista de ver concertos sentado mas não correu mal, até. Não dava para me passar completamente. Tive pena de estar sentado em músicas como The Manifold Curiosity, Marathon, Gemini ou On Limpid Form. Não eram músicas que pediam relaxamento. O concerto foi dividido em dois. A primeira parte claramente superior à segunda, concentração do melhor de Kayo. Faltaram músicas como Clelia Walking ou Wayfarer, mas superou bastantes expectativas. E ainda trouxe o Choirs para casa.
A primeira parte da noite foi assegurada por um dueto free jazz, João Filipe & Henrique Fernandes que deram um concerto muito bom também. Experimentalismo jazz de vanguarda, muito ruído, camadas, walls of noise, ritmos frenéticos e ambientes bonitos mas tensos, tudo apenas com um contrabaixo e uma bateria. No geral foi uma excelente experiência, um obrigado ao pessoal da AmplificaSom por nos trazer bandas como esta ao Porto.
Isis - 2006 - In The Absence of Truth
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Ar-de-rocker
on 22.9.09
:
Post-Metal,
Sludge
/
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Neste pacote rectangular está inserido um Senhor Álbum. O primeiro que ouvi deles, ao início gostei, depois achei secante mas depois de entrar a sério torna-se uma peça única que merece ritual para ser ouvida. Vale muito a pena o tempo perdido dedicado ao álbum pois ele retribuir-nos-à em emoção, sentimento e força. Um Post-Metal excelente a tocar no melhor do Sludge, com vocais a rasgar e riffs do outro milénio. Melodias lindas, momentos épicos, fantástico.Garden of Light
Dead Combo - 2008 - Lusitânia Playboys
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Ar-de-rocker
on 17.9.09
:
experimental,
folk,
tuga
/
Comments: (0)

Altamente refrescante, uma sonoridade ímpar, sem igual. Folk com personalidade, experimental. Muito bonito, apoio completamente projectos assim, principalmente em Portugal. E saber o sucesso que atingiram é reconfortante, principalmente para o tipo de som invulgar, mas muito português. As pessoas gostam disso.
O som é sombrio, requer uma certa disposição para o ouvir. Eu pessoalmente ouço para relaxar, quando não quero ouvir nada pesado ou complexo, quando quero mesmo algo para me bater de fundo e não me perturbar. As melodias são bonitas, lentas, é tudo instrumental, instrumentos peculiares, dificilmente reconhecíveis tirando as guitarras. Um dos defeitos que aponto neste álbum é alguns sons repetirem-se em várias faixas, dá sempre sensação de deja vu. Para além disso, algumas das músicas soam também demasiado a sound-track. Faz-me confusão, mas nada que altere a percepção do álbum ou que retire o proveito que retiramos dele. 100% recomendado.
CUBA 1970
Kayo Dot - 2005 - Dowsing Anemone with Copper Tongue
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Ar-de-rocker
on 16.9.09
:
Avant-garde,
Neo-Classical,
Post-Metal
/
Comments: (0)

Confesso que este álbum me desiludiu à primeira, não era para menos. Depois de um Choirs ouvir isto é um soco no estômago. Não que seja uma sonoridade diferente, até os acho semelhantes a certos níveis mas a diferenças de sonoridade já estou eu habituado. O meu problema foi com a suposta qualidade do álbum que me pareceu fraca, faixas altamente desinspiradas e exageradamente longas onde nada de especial se ouve, enfim. Uma avalanche de pequenas coisas me fizeram odiar este álbum.
Contudo, é óbvio que gosto deste álbum, bastante até. Tudo exageros, é mais uma pérola mas que nem sequer se compara à magnitude do Choirs. Muito mais pequeno, mais pretencioso, mais chato e menos inspirado, menos bonito mas mais agressivo e perturbador em termos vocais. Perdeu-se um Buckley e ganhou-se um Lúcifer. É diferente, afinal. Tenta ser bonito mas não tanto, tem os seus momentos. Mas o que me fez odiar tanto o álbum nas primeiras audições foi a idiota "___ On Limpid Form" que não é nada mais nada menos que uma faixa altamente bem feita até aos 6/7 minutos e depois sao mais de 10 minutos a repetir o mesmo riff, os mesmos efeitos, demasiado entediante, desinspirado, desnecessário. Talvez se durasse apenas 4 minutos fosse brutal. Sim, eu gosto do riff, do momento. Daria um bom build up, mas está demasiado longo, o que arruína completamente o efeito. De resto, nada a apontar, um belo álbum com grandes pérolas. Porém, nunca seria digno de um 10.
Kayo Dot - 2003 - Choirs of the Eye
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Ar-de-rocker
:
Avant-garde,
Neo-Classical,
Post-Metal
/
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Um álbum que não me bateu à primeira, mas à segunda se tornou um grande amor. Quem diz que o amor não existe, está enganado. Pode não ser à primeira vista, mas acaba por acontecer quando se conhece alguém aprofundadamente. Eu a este álbum, ía lá.
Quanto a mim, têm um início e um fim conturbados. Apesar de gostar de ambas, as outras três músicas são as que me fazem amar o álbum. Tirando-lhe as três, ficaria um álbum que me passava ao lado, mas é incrível como a "A Pitcher of Summer" é das músicas mais bonitas que já ouvi, "The Manifold Curiosity" é belíssima e evolve de maneiras imprevisíveis ao longo dos seus curtos 15 minutos e acaba da maneira mais épica possível, e "Wayfarer" tem uma primeira parte abominadora e uma segunda encantadora, lindo, lindo, lindo. Um álbum que fica para a vida, completamente.
A Pitcher of Summer
Men Eater - 2007 - Hellstone

A etiqueta "Os Mastodon Portugueses" assenta que nem uma luva, apesar de eu não gostar deste tipo de apelidos clichés. Não são exactamente como os Mastodon mas a sonoridade deste álbum faz lembrar os tempos Sludge de Blood Mountain, mas mais Doom, misturados com uns reis quaisquer do Post-Rock nacional. Só assim por acaso, os Linda Martini. Muitas semelhanças encontram-se. Tudo se encontra num turbilhão de raiva vocal fantástico que ao vivo ganha proporções 10 vezes mais épicas do que no registo.
É assim. O álbum é perfeito, mas ao vivo torna-se um monstro de energia e raiva. No registo também, mas é mais difícil percepcionar. Não tem faixas más, é variado, é bonito e visceral, monstruoso e delicado, complexo e simples. Enérgico ("Black", "Drive Dead") e relaxante ("Lisboa", "Upon These Walls"). Vale definivamente a pena, aos cépticos acerca da música portuguesa e acerca da qualidade ou falta dela da música em geral.
Drive Dead
Cujo - 2002 - Adventures in Foam
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Ar-de-rocker
:
acid jazz,
drum and bass,
electronica,
trip hop
/
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Mais um fantástico álbum de electrónica que encontro ao acaso. Moderadamente conhecido, é um projecto secundário do influente Amon Tobin. Ainda não tive opurtunidade de ouvir mais nada dele, mas se tudo for como este registo vale definitivamente a pena.
Acid Jazz atrai-me, é fantástica a fusão que se faz de electrónica com elementos de jazz, é fantástico e altamente relaxante, isto se for bem feita claro. É algo que Amon faz, pelo menos neste disco. Um disco nocturno, mais um, com faixas fantásticas e qualidade sempre em alta. Incursões por um Trip Hop escondido e um Jungle discreto dão-lhe ainda mais potencial de clássico e o desejo de repetição está sempre em alta.
Fat Ass Joint
Au Revoir Simone - 2007 - The Bird of Music
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Ar-de-rocker
on 13.9.09
:
electro-pop,
indie pop,
synthpop
/
Comments: (1)

A banda sonora ideal de Verão. Pop pastilhosa e solarenga, doce e altamente viciante em certos pontos. Com uma sonoridade que encaixa o melhor de uma synth pop minimalista com teclados hipnotizantes e melodiosos. É electrónica, e tem beleza interior a jorrar. A banda é composta por três bonitos elementos, ao vivo promete olhares discretamente indiscretos da plateia, montes deles. Em cd apreciemos a viciante e bonita "Fallen Snow" ou "Don't See The Sorrow". Caso gostem do género, não deixem de ouvir o resto do álbum. O mais estranho é que podia muito bem ouvir isto no Inverno e o efeito era o mesmo, não é assim tanto um álbum exclusivo de Verão mas sabe melhor ouvir.
Fallen Snow
Tricky - 1995 - Maxinquaye
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Ar-de-rocker
:
electronica,
trip hop
/
Comments: (2)

Para ouvir pedrado, para ouvir sóbrio. Para ouvir deitado ou ao balcão de um bar. Para engatar, para fazer bébés. Para jantar, para adormecer, para tomar banho, para relaxar, para dançar. Para ouvir no sofá ou enquanto se vai à cozinha, para ouvir no telemóvel, no mp3 ou na aparelhagem potentaça de lá de casa. Para ouvir às 9, 13, 18, 22 ou 4h. Versátil, emocional, relaxante, carismático, com estilo.
Black Steel





















